Amo/ odeio 2004

Amo: a vida, minha família, meus amigos, meu quarto, minha agenda, meu diário, meu celular, meu blog, meu flog, meus cds, meus aus-aus, meu msn, bichos de pelúcia, a cor azul, filmes, internet, Mtv, Transamérica Curitiba, tatoo, piercing, chocolate, o mar, golfinho, beija-flores, céu azul, sol, lua, estrelas, incensos, bruxas, gnomos, duendes e outros seres, música, shows, guitarra, Detonautas Roque Clube, Mr. Einsten, Sideral, Pitty e banda, CPM22, Tihuana, Legião Urbana, Green Day, Good Charlote, BRock...

Odeio: groupies, traição, fofoca, intriga, mentira, solidão, dúvidas, falsidade, antipatia, histeria, gritos histéricos, física, matemática, química orgânica, guerras, Jorge W. Bush, Tony Blair, preconceitos, pré conceitos, TPM, cigarro, bebida, mostarda, biscoito recheado de morango, suco de maracujá, cozinha, patys, axé, pagode, funk.

São especiais em meu coração: Tico, Nettinho, Nato, Tchello, Fabinho, Cléston, Ronaldo, Michel, Sílvio, Ricardo, Jorge, Sideral, Gilson, Leo, Sander, Alex, Maike, Guux, Ed, Gil, Fer, Marcel, Ale, Dennys, Poça, Dressa, Tata, Si, Gili, Vall, Karla, Helga, Juju, Jujuba, Marli, Luiz, Tay, Jaque, Lu, Betty, Gi, Rudson, Pedrinho, Mauro, Flávia, Bruno (SP), Rafael (SP), San, Marcus, Santina, Evaldo, Cris, Milla, Thiago.

Entrevistando a Sukhoi

Entrevista: 

Essa foi a primeira turnê oficial que a banda fez, foram 6 shows em Santa Catarina e 1 no Rio Grande do Sul. Essa turnê serviu como um aprendizado pra vocês? 
Xande: Com certeza, aprendi muito, principalmente em relação ao repertório. É muito interessante perceber como as pessoas reagem a determinadas músicas em lugares diferentes. Por exemplo: Pra mim é um espanto saber que ninguém conhece "Shout" do Tears for Fears, esta música era um hino pra mim e percebi que ela nada significa para o público que tocamos. 
Nando: Sim, deu pra analisar os erros e acertos, mas com certeza, plantamos muitas sementes, e fizemos vários seguidores pro Sukhoi. 
Diego: Com certeza, serviu pra conhecer um público novo, novos lugares, pra unir ainda mais a banda e aprender a viver na estrada... 
Tarcísio: Lógico, todo show dá pra aprender alguma coisa. 

Foram mais de 15 dias fora de casa, longe da família e da vida que estão habituados. Qual foi a maior dificuldade nisso tudo? 
Xande: Tem horas que dá vontade de chorar, bate uma saudade muito forte de tudo e de todos que você ama. Mesmo estando em contato com muitas pessoas diferentes e novos amigos, me senti um pouco solitário. Quanto às dificuldades, eu não consegui me adaptar a comida. Não gosto de comer comida sem capricho, com muita gordura por muito tempo, acho que isso não traz uma energia boa para o nosso corpo. 
Nando: Pra mim foram às muitas horas de viagem de uma cidade para outra, e nos momentos em que nos sentíamos sozinhos, procurávamos conversar dando força um pro outro, isso nos fazia sentir melhor. 
Diego: De fato o mais difícil foi saudade de casa e das pessoas que aqui deixamos, mas isso é uma coisa que temos que aprender a lidar, nessa profissão infelizmente se passa muito tempo longe de casa... 
Tarcísio: Foram 17 dias, mas pode acreditar, queria mais, por mais saudades que eu tivesse de casa, eu tava muito bem, acho que estou aprendendo a lidar com saudade, afinal ela vai estar sempre na nossas vidas, esse é o caminho que escolhemos. 

A ansiedade era maior para o início da turnê ou para que ela acabasse? 
Xande: Nos dois casos, no início sempre rola aquela ansiedade, mas com o passar do tempo tem dias que você fica sem fazer nada, sem poder tocar, ensaiar, produzir, enfim fazer as coisas que você já está acostumado. Isso ocorreu principalmente durante a semana, e eu me senti um pouco inútil e improdutivo. Acho que o tempo da viagem foi certo, no final já estava ficando a fim de voltar, até porque percebemos uma coisa fundamental: nosso show tem que passar por uma reformulação para tocar na região sul. As pessoas não conhecem nossas músicas, isso é normal, mas também não conhecem os nossos covers. Diante disso, era hora de termos humildade de dar um passo para trás e organizar a casa, para que da próxima vez seja diferente. 
Nando: Chega uma hora que você fica muito cansado, mas quando chega a hora de ir embora dá vontade de fazer tudo de novo... 
Diego: A turnê foi maior que isso tudo... Mesmo com saudade eu tava na boa, ainda agüentava mais shows... Gosto de viajar e gosto ainda mais de tocar... 

Com relação ao Reação em Cadeia, como foi a receptividade da banda, e principalmente dos fãs do Reação que viram vocês tocarem depois e debaixo de muita chuva? 
Xande: Foi muito legal! Os caras são muito bons e também são gente muito boa, nos receberam de uma maneira extraordinária. Deu pra ver que são pessoas do bem, assim como nós, e pra mim isso é muito importante. No dia estava chovendo pra caralho, e nós não tivemos como tocar antes deles por uma série de questões técnicas, então o Jonathan pediu ao público que ficasse mesmo assim, e recebesse a nossa banda da mesma forma que eles recebem o REAÇÃO, achei isso muito elegante, uma atitude muito gentil e carinhosa que poucas pessoas tem. Então os fãs deles ficaram até o fim. Tocamos poucas músicas, meio correria, mas mesmo assim valeu a pena, as pessoas cantaram "Solidão a dois" e conheceram um pouco do nosso trabalho. Gostei muito daquele dia, foi tudo muito intenso, e senti que as pessoas gostaram do nosso som. 
Nando: Foi um pouco difícil, no meio do show do Reação começou a chover muito, e ficamos em dúvida se a galera ia ficar ou não, mas a galera ficou e curtiu bastante o show. Todos do Reação são muito legais, esperamos em breve uma turnê com eles. 
Diego: Foi a melhor possível. A galera da banda tratou a gente com muito carinho e respeito, eles ficaram no palco vendo o nosso show, como tocamos depois deles parecia que seria uma merda porque o publico iria embora, mas não foi o que aconteceu. Duma situação que parecia perdida se fez um grande show... Um dos melhores que já fiz tanto pela estrutura quanto pelo público e também por coisas que aconteceram antes e depois do show... Criamos grande afinidade, espero que role mais shows junto deles, até porque o som tem semelhanças... 
Tarcísio: Com relação à banda Reação... Foi de longe melhor do que eu imaginava, a galera foi realmente maravilhosa, muito amigos e fizeram o show ser o que foi, pois nos deram uma força sem igual, me senti em casa entre amigos de tempo!!! O público foi inacreditavelmente receptivo, sem palavras, nota 1000!!! 

De todos os shows, qual foi o mais difícil e por que? 
Xande: Foi o show de Nonoai, foi muito difícil porque o som estava muito ruim mesmo. Então acho que as pessoas não tiveram como entender o recado que a gente estava dando. 
Nando: Foi o de Nonoai, devido ao equipamento não estar muito bom. 
Diego: Os shows que fizemos em danceterias. Lá não era nosso publico e tivemos que nos superar pra ganhar a galera, no final o saldo acho que foi positivo, mas é difícil tocar rock num lugar onde as pessoas querem dançar... 
Tarcísio: Nonoai, pois local onde tocamos a acústica era péssima e tava tocando "Tecno" antes do show, além de não estar tão cheio, pra piorar, a fumaça tava direcionada para o público!! Era só juntar gente na frente do palco, que eles ligavam a fumaça na cara do público, e aí dispersava, apesar de ter gente que era "teimosa" e ficava lá na frente!!! 

Deixando um pouco o trabalho de lado, qual foi à cidade que mais gostaram de conhecer? 
Xande: Gostei de São Bento do Sul, Maravilha e Rio do Sul. 
Nando: Não deu pra conhecer muita coisa, pois acabava o show, e nós logo íamos embora, mais gostei de todas por onde passei. 
Diego: Na verdade não deu pra conhecer os lugares, era sempre uma correria e não ficávamos mais do que um dia na maioria das cidades... A que mais gostei foi a tive tempo de conhecer que foi Chapecó, cidade super limpa e tranquila, bem diferente do Rio... 
Tarcísio: Gostei de Chapecó, Maravilha, São Bento do Sul e Rio do Sul, a galera foi bastante receptiva, fiz alguns amigos, das outras não posso falar mal pois ficamos muito pouco tempo. 

O que pretendem mudar dessa para a próxima turnê? 
Xande: Primeiramente nosso repertório de covers, "segundamente" pretendemos dispor de uma estrutura um pouco melhor, mas isso é uma conseqüência do trabalho, e sei que não é tão simples assim, e "terceiramente" dar uma passadinha aí em Curitiba para fazer um show fodão para uma menina muito especial que mora aí! Alguém Conhece ????? 
Nando: Temos que mudar nosso repertório, pois em determinados lugares temos que colocar alguns covers a mais. 
Diego: Tem que ser ainda mais organizada, tiveram alguns problemas durante a viagem, nada que não fosse resolvido, as na próxima vez vai ser ainda melhor, viajaremos com uma estrutura melhor.
Tarcísio: Ter uma equipe maior pra ajudar a carregar as tralhas!!! Rsss... 

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