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Não reclame mais

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Foto: Arquivo pessoal/ 2017
Aconteceu, a gente nunca quer que aconteça com a gente, com quem amamos ou protegemos, mas acontece.

Sai para encontrar com uma amiga, a Ana Flávia, hoje a tarde. Fui de ônibus, pois seria mais em conta do que outros meios e seria prático.

Entrei no ônibus, deixei meu celular no silencioso pra não chamar à atenção e correr risco de ser assaltada, peguei meu livro e fui lendo sentada no banco do corredor tranquilamente. Lembrando que a gente - mulher - já senta nos bancos do corredor pra não correr o risco de ser encurralada na janela.

Quase perto do terminal, faltavam duas estações (tubo), entrou um homem. Ele já entrou se esfregando no meu braço e eu já fiquei tensa e puta da cara, mas ok abaixei a cabeça e continuei lendo. De repente a senhora do meu lado, gentilmente me cutuca com o cotovelo com uma cara de horror. A minha reação foi seguir o olhar dela e me deparar com a cena asquerosa!

Ele estava com a mão no pênis, se masturbando bem ali, na frente de todo mundo, olhando pra mim! Qual a reação? Fechei meu livro, guardei na bolsa e praticamente me atirei na porta do ônibus que estava praticamente fechada. Só desci porque era onde eu realmente desceria, mas a vontade era de bater naquele cara até ele desmaiar, ali no meio do ônibus mesmo.

A gente ri de indignação, de nervoso quando conta isso, mas agora, na segurança da minha casa, sozinha, vejo o quanto isso me atingiu, o quanto isso acabou comigo. Eu estou destruída! Estou me sentindo um lixo!

Isso não é legal, isso não faz bem!

A gente não quer que vocês se masturbem pra gente sem o nosso interesse! Ou será que vocês vivem em um filme pornô em looping onde vocês tiram o p** pra fora e a mulher morre de desejos por vocês?

Parem, pelo amor as mães/ irmãs/ filhas de vocês, parem!

Vocês não sabem o quanto isso faz mal pra gente, um ato desses acaba com nossa dignidade, com nossa alma!

Eu, nesse momento só quero uma coisa: me enfiar num buraco e sumir!
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Há dias eu percebi algo que me preocupa e que não faço ideia de como reverter.

Eu não tenho problemas com o espelho, eu gosto de me ver nele e me sinto muito bem em 99% das vezes que o faço, porém isso não é refletido nas fotos. Eu não gosto de 95% das fotos nas quais apareço e o resultado é ainda pior nas fotos que eu mesma tiro, como é o caso das selfies, por exemplo.

Nesse feriado de 7 de setembro, conversando com a Amanda, descobri que ela tem essa mesma sensação: as fotos não refletem o que vemos e sentimos.

Me sinto bem, me acho bonita, mas não sei o que acontece quando tiro uma foto! O sentimento é de tristeza e decepção, me vejo completamente diferente do que o reflexo no espelho mostra! Acredito que isso seja realmente alguma coisa dentro da minha cabeça que venha de alguns anos, daquela fase em que eu realmente estava bem acima do meu peso, porque aí realmente o que eu via e sentia era desastroso em todos os sentidos e aspectos.

Tentando me sentir melhor comigo mesma, com meu corpo e porque minha saúde estava me cobrando, entrei para a academia! Agora estou no processo de redução de gordura corporal, que me faz ganhar massa magra e muscular.

Comecei a treinar muay thai há 4 meses e mais recentemente me senti preparada para começar com a musculação nos dias em que não tem thai. Mais do que emagrecer, o meu objetivo era estar nesse ponto: me olhar no espelho e gostar do que vejo, colocar uma roupa e me sentir bem nela, fato que não me acontecia já há um bom tempo.

Esse processo começou em 2015, estava tomando remédios para isso e de fato o resultado foi baixo, mas foi positivo, porém eu tomava os remédios, fazia alguns dias de exercícios e parava. A realidade é que eu queria que a medicação fizesse o processo sozinha, sem que eu precisasse me esforçar. Mesmo depois que parei com a medicação, as vezes eu fazia minhas caminhadas na esteira, mas nunca levei muito a sério. 

Em meados de abril me bateu aquela sensação de real necessidade para fazer algo novo. Ainda assim, demorei 2 semanas para começar, mas entrei na academia com um foco: quero fazer muay thai. E assim estou há 4 meses. Há 1 mês bateu a segunda sensação de necessidade e então resolvi encarar o desafio da musculação.

Ontem (domingo 10/09), estava deitada assistindo Narcos e entre um episódio e outro me peguei olhando para as minhas pernas e pensando "nossa minhas pernas estão bonitas" a reação é a de pegar o celular e tirar uma foto para se lembrar do momento, ao fazer isso bateu o mesmo sentimento de "nossa não está bonita não" e nem bati a foto, dei pause na série e fiquei mais um tempo olhando pras pernas e pensando "estão bonitas sim e meus músculos estão mais firmes e fortes", afinal é isso que eu sinto e o que eu estou vendo, não entendo porque isso é tão distorcido no que eu visualizo em uma foto!

Me pergunto qual é o maldito poder que uma lente tem de mudar algo que eu vejo e sinto? Sou só eu (e a Amanda)? Como lidar com isso? Como mudar isso? A resposta mais obvia é com terapia ou psicologo, porém nesse momento eu não tenho condições de passar por esse processo. Eu não sei lidar...

Então se alguém tiver indicações de leituras sobre o tema, eu aceito; ou se tiver essa mesma sensação e quiser conversar: vamos conversar e tirar juntos essa coisa idiota de não gostar do que vê uma foto!

Foto: We Heart It
Em tempo: essa imagem é apenas ilustrativa, porque meu problema não é com o espelho e sim com fotos. E o meu Instagram reflete bem isso, de 2016 pra cá eu consegui postar mais fotos minhas ou que eu apareço, mas confesso que a cada post de uma foto minha é um processo de esforço e incentivo interno para que eu consiga clicar no compartilhar. E o Insta é a rede social que eu mais gosto depois do Twitter.
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Metas a serem cumpridas em 2016.

A meta básica é está.
Limite máximo? NUNCA.

- Ler 1 livro por mês;
- Assistir 1 show por mês;
- Emagrecer 1 quilo por mês;
- Escrever 1 post por semana aqui no blog;
- Economizar 10% do salário todos os meses;
- Ir ao cinema ver os tão aguardados lançamentos;
- Viajar;
- Passar mais tempo brincando com a Lelê;
- Falar mais baixo dentro de casa;
- Estudar inglês e espanhol;
- Comprar somente o necessário;
- Dormir melhor.

No caso do emagrecimento, além de um pouco de vaidade, tem a saúde, porque além do relógio biológico estar avançando, tenho tendência a ter problemas de saúde no futuro além do meu já adquirido hipotireoidismo.

Com relação ao blog, tem tanta coisa que eu quero escrever, mas que acabam ficando só em minha cabeça. E sim, isso é péssimo porque eu acabo por não deixar fluir os sentimentos e as ideias e fico sempre remoendo isso tudo. É um vai e vem imenso.
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Confesso que o não de hoje para a Letícia foi uma dos mais dramáticos, ela acordou com a ideia de "eu quero um celular, porque todos os meus amigos tem e eu não" a simples ideia de que mas você não é todo mundo hoje não bastou. Mas me mantive firme e neguei a todos os argumentos.

Foto: Getty Images
Eu acho que uma criança pode ter celular se ele for necessário, o que não é o caso dela afinal de contas:

1) ela não sai sozinha;
2) ela não fica sozinha;
3) as atividades dela sempre são supervisionadas por algum adulto conhecido;
4) ela vai e volta da escola com um transporte particular contratado por mim e de minha confiança;
5) quando tem alguma atividade extra na escola sempre tem alguém que eu conheça e confie ou eu mesma vou pegar ela;
6) quando ela está na escola, ela está na escola e o uso de celular na faixa etária dela é proibido (eu acho que deveria ser para todos os alunos, salvas raras exceções que se provem necessárias);
7) quando ela não está na minha casa comigo ou com minha família, ela está na casa do pai dela e eu tenho todos os contatos;
8) celular não é brinquedo, por mais que possa parecer;
9) celular e internet liberados são um perigo sem supervisão;
10) não tem idade para ter um celular.

Existem milhões de motivos para o não? Sim, milhares.
Existem milhões de motivos para o sim? Sim, milhares.

Mas basicamente eu não vejo a menor lógica em deixar um criança de 8 anos de idade ter um celular pelo simples motivo de que todos os amiguinhos tem! Não existe uma explicação lógica para que ela tenha essa necessidade nessa fase da vida. E um dos argumentos mais fortes foi "o dia em que eu não precisar te lembrar todos os dias de coisas que você tem que fazer todos os dias como: arrumar a cama, deixa o quarto em ordem, tirar o uniforme quando chegar da escola, colocar a mochila no lugar e não deixar jogada no meio da sala, arrumar a mochila da escola antes de ir pra cama, colocar as roupas sujas no cesto de roupas sujas, não sair espalhando pela casa todas as coisas que pegou e levou para outro lugar e outras dezenas de coisas, a gente começa a conversar sobre a possibilidade de você poder ter um celular."

Os tempos mudaram muito da minha infância para a dela, as vezes é bem difícil achar situações e vivências similares quiça iguais e a cada dia parece que se torna ainda mais estranho e difícil viver essa fase que deveria ser a mais fácil, divertida e feliz de todas as fases de nossas vidas.

Por hora, vai jogar com o notebook antigo que depende da tomada para ficar ligado mais de 30 minutos e apenas quando eu estou em casa porque precisa do meu carregador e vai jogar os jogos que ELA ESCOLHEU no MEU celular e fim de papo.

O único eletrônico que eu dei para ela é uma câmera digital que vai completar 2 anos e ela ganhou porque existia explicação lógica para tal e uma necessidade, já que eu e nem meus pais temos câmera digital e no casos dos meus pais eles não tem e nem vem a necessidade em ter um smartphone. Logo, se eu não estou em casa e ela - ou alguém - precisa ou quer fazer uma foto ou um vídeo a câmera que é dela está lá para ser utilizada. E Lelê sendo dona de uma câmera digital mesmo sem ter nenhuma rede social já é viciada em selfies!

E o que eu acho  mais engraçado é que não é falta de opção para brincar e se distrair. Ela tem fácil o quadruplo de brinquedos que eu tive a minha infância toda! Ela tem uma Casa da Barbie linda! Ela tem uma estante cheia de livros! Ela tem um Super Nintendo! Ela tem tv a cabo com canais exibindo desenhos 24h por dia e mesmo que não tivesse ela tem uma boa quantia de dvd's com seus desenhos favoritos! Ela tem uma caixa com dezenas de coisas pra pintar, recortar e massinhas de modelar!

 
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Crianças transexuais.
Tema difícil? Em partes.


Há pouco mais de 1 ano, essa questão estrou em minha casa pela TV. Era um sábado, quando eu e a Lelê assistíamos um programa daqueles que nós adoramos de reformas em casas no Discovery H&H e em um dos intervalos passou a propaganda do documentário A Vida de Jazz: Uma Criança Transexual. Quando a Lelê perguntou o que era isso, lembro que falei pra ela que iria explicar para ela depois e sei que o fiz, não lembro como contei pra ela, mas sei que ela entendeu.

Anos antes, o homossexualismo entrou também pela TV, vindo do Jornal Hoje quando noticiou o casamento de duas chinesas no país, lembro que essa eu falei na hora, sem pensar muito. Hoje, sei que tenho uma filha que sabe que essas coisas existem e que não existe nenhum problema com essas pessoas, que elas não doentes e não precisam de uma cura.

Na semana que passou, esse tema chamou minha atenção porque vi o clipe da cantora francesa HollySiz "The light" e fiquei apaixonada! Encanada!

É sim mais um tema que deve ser discutido e ensinado para nossas crianças. Lembrando que existe diferença entre transexual e transgênero. Os temas podem ser delicados, mas não é por isso que devem ser esquecidos. Detalhe para a reação das pessoas quando vêem homens de vestido. Reparem que são atitudes diferentes, a primeira de reprovação e a segunda de deboche.

Fotos: reprodução do clipe no YouTube.

The light

Let the light come through us
Let's believe in ourselves
Let's believe in something
Let the lights come through us
Let's believe in ourselves
Let's blow the dust on shelves

Let the shout-outs locked up in our mouth

Let us go
Let us grow
Let's believe we can change
Let's believe in ourselves

Let us go
Let us grow
Let's believe we can change
Let's blow the dust on shelves

Let the shout-outs locked up in our mouth
Let's believe in our minds
Let's believe we will let the shout-outs locked up in our mouth
Let the shout-outs locked up in our mouth
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Tally Lima é curitibana; nascida em 26/02; jornalista pela Universidade Positivo; mãe coruja da princesa Lettys; rockeira por influência própria; leitora incondicional de qualquer gênero literário; viciada em séries; amante da boa música; amor incondicional por Backstreet Boys, Detonautas Roque Clube, Fresno e Jamie Cullum. Owner do blog Eu Sou Detonautas e moderadora da página Mario Camelo. Quer saber mais? Então clica aqui que tem uma versão mais completa sobre mim!

Email: tallyy@gmail.com

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