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Não reclame mais

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Atrasado? Sim, muito atrasado, mas aqui está, mais uma vez, meu já sagrado resumo anual do ano sobre livros, música, séries e filmes. Nem de longe foi meu melhor ano pra séries, mas foi meu melhor ano de leituras. Filmes? Não sei nem o que dizer, porque de fato não gostei de quase nada que escolhi ver. Mas li bons livros, que até hoje ainda me fazem refletir, o que é sempre bom. A minha lista de séries, não zerou - e talvez nunca zere - mas também não aumentou, porque de fato evitei ficar procurando novas. Outro ponto é que algumas séries acabaram, então uma vez que esses episódios sejam assistidos a lista pelo menos diminui. Agora, escrever esse texto depois de tanto tempo é um bom teste pra minha memória.

Photo by Mohamed M on Unsplash
Em números meu ano foi assim:

Música: 47.019 minutos ouvidos;
Séries: 41 séries, sendo 49 temporadas, totalizando 677 episódios;
Filmes: 21 filmes;
Livros: 39 livros e 21 contos.

Música:
Desde 2016, Jamie Cullum é uma constante em minha vida. Me salvou de inúmeras crises de ansiedade durante a pandemia, mas confesso que tenho evitadado ouvir, porque uma vez que entro no looping de ouvir, eu não paro mais. Mas não foi em 2022 que ele saiu do 1º lugar do meu ranking, mas pela primeira vez nos últimos anos não tem nenhuma música dele no meu top 5 de músicas mais ouvidas. Surpresa pra mim foi ter Harry Styles, porque comecei a ouvir em meados de outubro - a tempo de me arrepender de não ir ao show. De resto nada de novo no front: Detonautas, Fresno e Dashboard Confessional.

  

Confesso que ter variedade entre artistas e músicas mais ouvidas, é algo que me causa um misto de alegria e estranheza, vide que eu não sabia mais o que era isso desde 2016 porque foi quando JC começou a dominar tudo. Tanto que nada bate entre artistas e músicas mais ouvidas. Pra esse ano, pretendo não ter mais uma lista de 50 músicas mais ouvidas na vida somente com músicas do JC. Um passo de cada vez, um dia após o outro. Deixo aqui a minha playlist com as 101 mais ouvidas do meu ano:


Séries:
Em 2022, passei uma temporada na casa dos meus tios. E foi assim que eu conheci Adam Ruzek e me apaixonei por Chicago PD. Resultado: assisti 9 temporadas de uma série que eu JAMAIS pensei que fosse gostar, que é refletido no número de episódios nos meses de agosto e setembro. O que de certa forma foi ruim, porque depois que terminei as temporadas de PD, simplesmente perdi a vontade de ver qualquer outra coisa.


Não assisti Daredevil nessa virada de ano, porque se a série nova começar mesmo em 2023, será quando vou rever ela. Mas uma coisa é fato: qualquer produção que coloque Charlie Cox no elenco, terá meu amor e a chance de ser minha favorita do ano, como foi em 2021 e também 2022. Deixo abaixo meus destaques do ano, em ordem de preferência, bem como os links com críticas especializadas para que vocês possam conhecer as que tiverem interesse. 

Treason - Netflix
Chicago PD - Prime Video/ Globoplay e Universal Tv
Moon Knight - Disney
Pam & Tommy - Star+
Constantine - HBO Max

Imagens: Divulgação
Filmes:
Se o cinema dependesse de mim, para sobreviver, ele estava morto. Sou péssima com isso. Se eu visse 1 filme por mês já seria ótimo, mas por mais que eu estabeleça isso como meta, eu não faço. Tem algumas fases que assisto um depois do outro - e normalmente na TV. Mas 2022 foi ano de filme com Andrew Garfield e Charlie Cox juntos, óbvio que esse seria meu favorito do ano. 

Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa
Ron Bugado
Encanto
Raya e o Último Dragão
A Dama e o Vagabundo

Imagens: Divulgação

Livros:
Meu melhor ano de leitura, mesmo que eu tenha passado o mês de agosto com 0 leituras concluídas. Mas fechei o ano com um total de 60. E a maioria absoluta foi lida no Kindle. Dos meus favoritos do ano, apenas 1 está na minha estante como cópia física, porém eu mesclei a leitura dele entre o físico e o digital, esse livro é 'Mentirosos' e lembrar dele ainda me causa uma certa angústia. Mesmo sendo meu melhor ano de leitura, ainda fiquei em 4º lugar no ranking de amigos. Em 2022, tinha pessoas desconhecidas adicionadas no Skoob, isso mudou em 2023, agora só tenho adicionado quem eu realmente conheço. E eu acho tão bonitinho esse painel de retrospectiva de leituras do Skoob - mesmo que eu o adapte.

Print retrospectiva Leituras de 2022 do Skoob

Seguindo a mesma lógica do ano passado, selecionei 5 livros e 5 contos favoritos. Não foi uma escolha difícil porque são histórias que ainda me fazem pensar, pois me marcaram de alguma forma. Esse ano não teve nenhum lançamento do Gabriel Mascarenhas (Alô, Gabriel? Cadê você? Aparece!) e o George R. R. Martin saiu da lista porque não li mais os livros de GOT - devo retomar ainda esse ano. Mas esse ano, tem autora que conseguiu ter 2 dos 5 livros favoritos: Taylor Jenkins Reid! E Stephen King se manteve na lista pelo segundo ano consecutivo. Suspeito que tenha descobertos meus autores favoritos. E sobre os contos, 3 dos 5 são parte do projeto Sociedade das Relíquias Literárias da Editora Wish, recomendo muito! Inclusive foi bem difícil escolher qual foi meu favorito entre o 1º e o 2º colocados. Acho importante dizer que, exceto os livros da LC - que normalmente seriam livros que eu não escolheria sozinha - os demais livros "novos", por assim dizer, normalmente eu os escolho apenas em um interesse baseado em seu nome e/ ou capa. Sim, sou do time que "compra livro pela capa".

Livros:
Daisy Jones & The Six - Taylor Jenkins Reid
Sobre os ossos dos mortos - Olga Tokarczuk
Evidências de uma traição - Taylor Jenkins Reid
Mentirosos - E. Lockhart
Mr. Mercedes - Stephen King

Contos:
O Capote - Nikolai Gógol
O homem abelha de Orn - Frank R. Stockton
A menina que ouvia as estrelas - Jurandir Gouveia
Depois - Edith Wharton
Brilhante - Renato Ritto

Capas dos livros retiradas da internet

Antes de deixar meus comentários sobre os escolhidos do ano, 2 curiosidades que me deparei ao escrever esse post:
- li um livro e um conto com o mesmo nome, seguidos: "Depois" livro do King e o conto é de Edith Wharton, além do mesmo nome ambos tem o sobrenatural como mote;
- um livro é escrito em forma de cartas (Evidências de uma traição), um conto é escrito em forma de e-mail (Brilhante) e um livro é escrito em formato de entrevista/ documentário (Daisy Jones & The Six).

Agora sim, mais detalhes sobre as leituras selecionadas.

Daisy Jones & The Six - Taylor Jenkins Reid
O que dizer desse livro? Li antes de sair a adaptação no Prime Video - que é boa, mas deixa a história um pouco mais leve, fica o registro. Quem não quer ser Daisy Jones? O ícone Daisy Jones, claro. Afinal só quem conhece Daisy sabe quem é Daisy e o quão problemática ela era, mas o ideal Daisy Jones é a premissa de ter a vida dos sonhos: linda, rica, descolada, talentosa e simpática. Quem não quer ser essa pessoa? Demorei um pouco pra ler porque eu tinha medo por conta da forma que a narrativa é escrita, mas ela é maravilhosa! Taylor sabe muito bem como escrever narrativas diferentes e te envolver no enredo não tradicional, mas cronológico. É maravilhoso ler um livro com diversas perspectivas da mesma história justamente porque a vida é assim! A história está completa e eu sou feliz por isso.

Sobre os ossos dos mortos - Olga Tokarczuk
"As melhores conversas são as que temos com nós mesmos. Ao menos não há risco de desentendimentos." Tem muita conversa interna nessa história, muitos questionamentos filosóficos e astrológicos. Sim, porque nossa protagonista leva muito a sério o mapa astral de cada personagem dessa história. Não que seja um grande círculo de pessoas, mas cada uma tem seu papel bem definido e importante. Havia tempos que eu queria começar essa leitura e depois que comecei me apaixonei! Aqui temos um exemplo de livro que eu me interessei pela capa. Uma leitura nada clichê e profunda, com um final inesperado, pelo menos pra mim. E nunca se esqueçam "Não mentia quando repetia que os animais estavam se vingando das pessoas. Era assim mesmo."

Evidências de uma traição - Taylor Jenkins Reid
Foi meu primeiro contato com a autora. E esse livro nem estava nos planos, ele surgiu como sugestão no grupo de LC durante um mês no qual havíamos terminado o livro do mês e foi muito rápido. Eu comecei a ler enquanto aguardava minha vez de tomar banho e só larguei quando terminei. É uma leitura rápida, cativante e inesperada! E de carta em carta, vemos quantos segredos existem dentro de um relacionamento e o quanto as visões sobre o outro são diferentes. E o plot final é muito bom!

Mentirosos - E. Lockhart
Esse livro me faz pensar num ponto dele até hoje. Toda vez que ouço sobre, lembro do fato e lidar com a sensação que o fato causa ainda não fácil. Concluí essa leitura há meses, mas até hoje esse trecho me choca. Faz que eu me sinta em desespero! Já é perto do final, quando Cadence se lembra do acidente. Eu tive que parar pra respirar e controlar o choro antes de voltar, porque de fato pra mim pesou - e ainda pesa - muito. "Mentirosos" narra as férias de verão de Cadence com seus primos, até que de repente está narrando algo além disso, mas eu de fato não entendi as entrelinhas até elas serem jogadas na minha cara. É um livro que vale o hype todo. Vai ser adaptado como série (ou minissérie) pelo Prime Video e eu não sei como será ver em imagens algo que já me chocou tanto apenas com palavras.

Mr. Mercedes - Stephen King
King é definitivamente um dos meus autores favoritos. Cheguei até aqui depois de assistir a série homônima, que é muito bem adaptada, com poucas mudanças, mas algumas foram significativas uma delas foi a escolha do local do desfecho final. Mesmo sabendo o que acontece, a leitura é muito boa e fluída. Não é maçante, nem repetitiva. E a alternância de narradores faz com que fiquemos ainda mais vidrados nessa história. É um excelente thriller psicológico com uma investigação policial bem fundamentada com um psicopata daqueles.

O Capote - Nikolai Gógol
Akaki Akakiévitch é o personagem dessa história, tem um nome complicado, mas uma vida simples e regrada. Vive bem, com poucas regalias e faz o máximo possível para honrar suas dívidas. Quando surge a necessidade de comprar um novo capote, sua vida precisa ganhar novas regras e até mesmo novas restrições. Fiquei muito triste com o rumo dessa história, uma simples mudança que foi momentaneamente feliz e descontraída, toma um rumo trágico. Além de mostrar o quanto as pessoas são frias, não se importam com as outras, mostra também o quanto o ser humano consegue ser desprezível com o próximo, principalmente quando se tem um cargo superior.

O homem abelha de Orn - Frank R. Stockton
Terceiro conto resgatado pelo projeto SRL da Wish, temos aqui a história d'O Homem-Abelha de Orn que vem para nos mostrar que não se pode fugir do destino. Não importa o quanto você irá se reinventar ou recomeçar do zero, o seu destino estará lá a sua espera, sempre. Uma história que mostra que muitas vezes o destino é simples e solitário, mas nem sempre é o pior.

A menina que ouvia as estrelas - Jurandir Gouveia
Um história: linda, simples, honesta e sincera. O conto conta uma parte da história de Helena. Suas estrelas vem para nos mostrar a importância de acreditar em nossos desejos e nunca esquecer de olhar pra cima!

Brilhante - Renato Ritto
Meu primeiro conto lido do ano. Brilhante tem um conto de continuação que conta sobre o Natal dos personagens. Esse é o conto escrito no formato de e-mails. O rumo da história pode até ser um clichê dos mais tradicionais possíveis, mas ele é viciante pela forma que é escrito. E de e-mail em e-mail a história se conta inteira, de forma rápida, divertida e sem sentir que algo se perdeu no caminho.
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Não foi fácil viver 2021, mas eu venci. E que ano! Então é chegada a hora de escrever um pouco sobre o que me salvou nesses dias de insanidade ao redor do mundo. Mas pior do que ver a insanidade pela janela, é ter ela dentro de sua casa.

Posso mais uma vez considerar que foi um ano produtivo. Não li tanto quanto gostaria, não assisti a todos os filmes que pretendia e muito menos zerei a lista de séries, pelo contrário ela cresceu mais um pouco. A música tive um ano de ciclo vicioso obsessivo.

Photo by S O C I A L . C U T on Unsplash
Um resumo do ano:

Música: 58.350 minutos ouvidos;
Séries: 58 séries, sendo 64 temporadas com um total de 876 episódios;
Filmes: 36 filmes;
Livros: 45 títulos.

Música:
Eu disse que meu ano musical foi um ciclo vicioso obsessivo e posso provar:

Das 50 músicas mais ouvidas na minha vida no Spotify, 49 (2º ao 50º) são do Jamie Cullum. A única que não é e está em 1º é do @detonautas.

— Tally Lima📚 (@tallyylima) December 1, 2021

Jamie Cullum pra mim é conforto e segurança, vai ser difícil virar esse jogo, porque uma vez que eu ouça qualquer playlist dele, automaticamente ele aparece em 1º na semana. Mas sigo fazendo o possível para conter o impulso e deixando pra ouvir quando fica insustentável - principalmente por conta de alguma crise de ansiedade. O tempo ouvindo música esse ano foi quase 50% menor que o anterior, o que certamente foi compensado vendo série.

#SpotifyWrapped

Mas sinceramente tenho muitas dúvidas se a métrica do algoritmo do Spotify está fazendo seu trabalho corretamente para captar e gerar a retrospectiva anual. Digo isso porque se Jamie Cullum é meu artista mais ouvido - em todos os quesitos possíveis - como é que pode o gênero mais ouvido ser MPB e o Vocal Jazz estar apenas em 4º. Eu tenho certeza absoluta que ouvi muito mais rock e jazz em 2021 do que MPB. E mais uma coisa: quando entramos na busca, onde aparecem as infos de gêneros musicais pra facilitar nossa busca de playlist, os 2 primeiros que aparecem são os nossos mais ouvidos - antigamente apareciam 4, caiu pra 2 quando implantaram as infos de podcast. E foi nessa mudança no app que o meu algoritmo se perdeu. Quando acessamos a busca pela web ou pelo computador, aparecem os 4 e aí tem uma discrepância sem tamanho porque pra mim aparecem dois gêneros estranhos, dance/ eletrônico e cristã e eu simplesmente não ouço nada desses estilos. Em tempo antes do dance/ eletrônico aparecia hip-hop, que adivinha: eu também não ouço! Quase iniciando uma conta nova na plataforma para ver se isso se resolve.

Print: Spotify Web Player

Segue aqui a minha playlist com as minhas tocadas.


Séries:
Tem semanas que a vontade de assistir é nula, tem semanas que a vontade é de devorar tudo. Em 2021 vi muito mais coisa comparando com 2020, o que representa um aumento em mais de 200 episódios no ano. E eu nem cheguei perto das séries mais antigas e nem comecei quase nada do que já tinha na lista de "a começar". Obrigada Marvel por lançar novas séries e trazer de volta meu amado Daredevil!!

Print de 'stats' do Tv Time

Mais uma vez, eu terminei 2021 e comecei 2022 revendo Daredevil + Defenders. Receio que essa seja minha série favorita da vida e House fica com a medalha de prata. Deixo abaixo meus 5 destaques no quesito séries mais interessantes do ano. Sem ordem de preferência - mentira, Kin é de fato a que mais gostei no ano e deixei em 1º por isso - e com links para que vocês possam conhecer as que tiverem interesse. 

Kin
Good Omens
Superman & Lois
Hawkeye
Blown Away

Imagens: Divulgação

Filmes:
Substitui os filmes natalinos pelos do Universo Marvel. É muito satisfatório assistir em ordem cronológica e ver a história se encaixando perfeitamente onde deve ser. Não tive coragem de ir ao cinema ver No Way Home e/ ou Matrix 4. Entretanto me preparei para tal, vendo os dois filmes de Homem-Aranha do Andrew Garfield que não tinha visto e revi todos os outros, logo vejo No Way Home - porque os spoilers foram controlados até certo ponto, porque peguei um que não procurei e  não gostei de saber.

Praticamente só vi filmes já lançados há alguns anos. Entre os quais, a franquia de X-Men que havia começado em 2020. Seguem os meus destaques do ano, sem ordem de preferência, mesmo.

Imagens: Divulgação

Livros:
E pra fechar, mas não menos importante minhas leituras. Li 10 a menos se for comparar com o ano anterior, mas isso não me incomodou. Como disse lá no início não foi fácil viver 2021. Mas pelo menos todo mês teve pelo menos 1 livro ou conto lido. Ter acesso aos contos gratuitos da Amazon fazem muita diferença. Mas esse ano percebi que o Kindle é um meio muito mais prático para acumular leituras. A estante tem facilmente mais de 500 opções. E muitos outros vão chegar. E fica a pergunta: como ler tudo isso?

Print retrospectiva Leituras de 2021 do Skoob

Esse ano destaco 5 livros e 5 contos, em ordem de preferência. Com direito a autor que segue na lista pelo segundo ano.

Livros:
Verity - Colleen Hoover
Misery - Stephen King
A fúria dos reis - George R.R. Martin
A esposa silenciosa - Karin Slaughter
A pequena livraria dos sonhos - Jenny Colgan

Contos:
Singular - Zoe X
O conto da raposa vermelha - R. J. Dabliu
21 micro contos - Gabriel Mascarenhas
A porta no muro - H. G. Wells
Um acordo de Natal - Aline Sales

Capas dos livros retiradas da internet

Deixo aqui um pequeno comentário sobre o que me fez gostar dessas leituras. E a conclusão é que apenas um dos cinco livros preferidos era inédito no meu radar, os outros já estavam na famigerada lista de "um dia eu leio, quem sabe...". Fica a lembrança que muitos ebooks foram conquistados lá no início da quarentena, quando a pandemia era levada a sério. (Se cuidem, ainda não acabou!!!)

Verity - Colleen Hoover
Esse livro tinha chamado minha atenção há tempos, pela capa e sinopse. Mas quando a leitura começa nada do que tenha sido dito na sinopse te prepara para o que você encontra nessa história. Pra se ter ideia, você sai de uma morte aleatória pra um desejo de romance em parágrafos, e isso não soa nada como loucura. É uma escrita fascinante, que prende a sua atenção e as vezes seu fôlego. Fica o aviso dos seguintes gatilhos: tentativa de aborto, cena de morte descritiva, maus-tratos a crianças e psicopatia. Foi meu primeiro livro da Colleen, mas não será o único.

Misery - Stephen King
Já li alguns livros do King e nenhum deles tem nada de semelhante. A escrita do King é primorosa e suas histórias são maravilhosas. Esse é mais um daqueles livros que estava na minha estante há tempos, mas só iniciei essa leitura quando encontrei uma LC dele. Mas não era o momento certo para mim. Eu demorei meses para concluir o livro. Passei muita raiva porque faz parte da história ter um livro dentro do livro e esse livro foi responsável por todas as vezes em que eu quase desisti e taquei o Kindle na parede. Por sorte, a história principal te segura ali, te faz ter vontade de saber o que acontecerá com a vida de Paul e Annie. Não é minha recomendação para iniciar a ler King, se sua ideia for essa comece por Joyland. 

A esposa silenciosa - Karin Slaughter
Esse é o livro que não estava em meu radar, eu nunca tinha ouvido falar sobre ele. E esse livro é o 10º de uma série de romances policiais chamada "Série Will Trent", sendo Will Trent um detetive. Eu não faço a menor ideia do que acontece nos nove livros anteriores a esse porque pra mim não fez a menor diferença! Não é necessário ter lido nada antes para compreender a história, apenas fica a pergunta para saber porque a série é do Will Trent se ele parece ser um personagem secundário. A leitura engrenou lá pelo capítulo 5. E a todo momento a pergunta era "Quem é esse filho da puta?" junto com "Eu não sei nem como classificar esse desgraçado!" nessa história Will e a equipe da GBI - Georgia Bureau of Investigation - estão investigando uma série de crimes sexuais e assassinatos ocorridos ao longo de vários anos em Atlanta e arredores. As cenas dos médicos legistas são bem descritivas e tem também um monte de gatilhos, listados a seguir: assassinato, estupro, agressão, assédio, sodomia forçada, mutilação de cadáver e necrofilia. É uma lista extensa de gatilhos, mas que fazem essa leitura ser mais uma daquelas de prender o fôlego e passar muita raiva. E o final é satisfatório, afinal não existe crime perfeito.

A pequena livraria dos sonhos - Jenny Colgan
Esse romance foi um dos presentes de quarentena, foi um livro que foi disponibilizado gratuitamente em algum momento da pandemia. Lembro de ter visto ele logo que foi lançado, mas ele foi ficando sempre pra depois. Em meio a uma crise de insônia e ansiedade em alguma madrugada, decidi começar essa leitura. Afinal é um romance, com esse nome vai ser algo fofo. Um romance sobre importância da leitura e da literatura para diversos tipos de pessoa. De fato é isso mesmo, mas tem mais. É uma história de amor, mas que tem amizades sinceras, superação e realização de sonhos. No início eu queria matar os amigos da Nina, os dois. Mas a Nina consegue seguir com seus objetivos mesmo nas adversidades, apesar de quase desistir porque não se achava capaz.

Singular - Zoe X
É um livro sobre amor, vida e morte. A morte não é um spoiler nessa história. Pra mim foi uma história bem difícil de ser lida, porque eu sou o tipo de pessoa que não consegue aceitar a morte como consequência da vida. E esse conto, de certa forma, mostra como se deve viver sabendo que mais nada pode ser feito além de aguardar a chegada do fatídico dia. E Ayleen Pumpkin faz isso com maestria e malandragem na companhia de seu melhor amigo.

21 micro contos - Gabriel Mascarenhas
Eu gosto muito dos contos do Gabriel porque eles me desafiam. Eles fazem pensar, refletir e até achar conexões com outras coisas das quais nem ele nem faz ideia da existência, como foi o caso de eu relacionar o conto "Padrão" com a música "Essa Coisa (Acorda - Trabalha - Repete - Mantém)" da Fresno. E eu me sinto desafiada porque ele usa referências fora do meu campo de conhecimento e se quiser de fato entender, preciso ir buscar elas de outra forma. Nesse ebook, existem contos inéditos, mas também os que ele publicou ao longo de 2020 em seu já desativado perfil do Instagram.

A porta no muro - H. G. Wells
O que me chamou atenção nesse conto que também foi um dos presentes da quarenta, foi seu autor. E aqui temos a busca de Wallace por sua porta no muro. Ao longo do conto vemos que a porta aparece muitas vezes, mas ele só tinha conseguido entrar nela uma única vez por n motivos. É uma história curta, mas que nos faz pensar no real significado da dita porta.

Um acordo de Natal - Aline Sales
Como todo bom conto de Natal, tem que ter um casal. Mas o casal desse conto não é um casal convencional, afinal Betina está tão desesperada para não ser despejada que aceitar ser uma sugar baby. O que eu mais gostei nessa história que envolve uma sugar baby e um CEO é que ele não descamba para o hot como em uma infinidade deles. Eu de fato amei esse conto ao ponto de o indicar como leitura na semana do Natal para outros leitores.

Bônus:
O ano de 2021 foi o responsável por eu saber o que é crise de ansiedade. Foram muitas, intensidades diversas e em qualquer horário e lugar. Mas um coisa que me ajudou em muitos desses momentos foi assistir "Que história é essa Porchat?" no YouTube. Foram incontáveis as vezes que eu deixei essas histórias rodando até cair no sono pra me acalmar. Deixo aqui 3 das minhas histórias favoritas: Gregório Duvivier, João Vicente de Castro e Fernanda Torres.



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Eu perdi completamente meu foco em 2020. Zero vergonha de assumir. Nesse momento estou escrevendo aqui com um monte de coisa fervilhando na minha cabeça e isso é ótimo porque será o esforço para retomar o foco.

Eu comecei a escrever esse post em 8 de janeiro e só estou terminando agora. A perda de foco, não será tratada aqui, afinal vou focar em realmente terminar o que já comecei, não só com esse post, mas com todos os outros que estão no rascunho.

C'est la Vie...

Será que 2020 foi minimamente próximo do planejado? Pra mim foi. Não que tenha sido fácil, mesmo que eu tenha mantido meu trabalho normalmente. Mas permanecer trabalhando foi cansativo e exaustivo porque a preocupação a cada minuto com a higienização de tudo e qualquer coisa deixa a cabeça em um looping cansativo. Sempre agradeci os momentos em que não sai de casa e só me sinto de fato segura quando estou em casa. Fiquei meses sem colocar o pé em um mercado. Faz mais de 1 ano que não imagino o que seja shooping. Mas isso é fácil. Difícil mesmo foi ficar sem um show, essa de fato é a aglomeração que sinto falta.

Photo by Words as Pictures from StockSnap
Mas por outro lado, foi um ano produtivo no quesito entretenimento. Particularmente 2020 foi um bom ano pra assistir e ler, a pandemia fez com que todos os compromissos sociais fossem inexistentes, então sim, ajudou. Eu não parei de trabalhar, mas todo o resto foi evitado com sucesso.

Um resumo do que começarei a contar nesse post:

Música: 111.006 minutos ouvidos;
Séries: 54 séries, 70 temporadas divididas em 635 episódios;
Filmes: 31 filmes;
Livros: 55 títulos.

Música:
Ainda em agosto, disse isso aqui:

Arrisco, agora em Agosto, a dizer que o meu top 3 de bandas mais ouvidas em 2020 será:

- Jamie Cullum
- Backstreet Boys
- Poléxia

Talvez não nessa ordem, mas tenho certeza que será.

— Tally Lima (@tallyylima) August 2, 2020

Sim, eu acertei exatamente o meu top 3 lá em agosto de 2020. E esse ano só serviu pra confirmar que Jamie Cullum é meu confort. As 5 músicas mais ouvidas são dele e isso não me surpreende nem um pouco.

 

Fica aqui a minha playlist de as mais tocadas no ano que passou:


Séries:
Já perdi o controle sobre minha lista "a começar" faz um tempo, mas planejo ver todas as mais antigas - e completas - que estão na lista e ir intercalando com algumas novas ao mesmo tempo que tento manter as que estão em andamento em dia. Tem meses que não rola ver muita coisa, mas tem meses muito bons.


Sei que terminei o ano revendo Daredevil, que é um das minhas séries favoritas da vida - lado a lado com House. Na minha opinião, o que vi em 2020 que merece destaque - sem ordem de preferência e com links para que você possa conhecer um pouco mais sobre a série - são os seguintes títulos:

Sløborn
Sorry for your loss
Unbelievable
Defending Jacob
The Handmaid's Tale

Imagens: Divulgação
Filmes:
As vezes eu acho que tenho preferência por séries, mas eu me propus e ver pelo menos 1 filme por mês em 2020, terminei com 31 títulos. Alguns eu decidi rever, os outros eram novidade pra mim, porque eu deixo os filmes passarem e penso "eu ainda não vi o filme tal, que foi lançado em 2012". Sim, isso é real. Tanto que assisti a franquia Jogos Vorazes - e também li os livros - ano passado.

Revi "Segundas Intenções" e também toda a Saga Crepúsculo, comecei a (re)ver a franquia de X-Men, mas ainda não terminei, decidi rever porque eu sei que tem filmes nessa franquia que não vi, como não lembro exatamente quais preferi pegar todos novamente.

Dos 31, dou destaque, mas sem ordem de preferência, para:

The Devil All The Time
Green Book
Birds of Prey
Jojo Rabbit
Frozen II

Imagens: Divulgação
Deixo aqui também 2 curtas metragens que me deixaram em lágrimas:

Umbrella
If Anything Happens I Love You

Imagens: Divulgação
Livros:
Foi meu melhor ano de leitura. Nunca consegui ler tanto. Foi também o ano em que conquistei meu Kindle e isso ajudou muito. Eu tinha preconceito com livros digitais, mas ao começar a ler no app do Kindle no celular e no notebook, percebi a diferença. E ler no Kindle é ainda melhor porque ele é de fato feito única e exclusivamente para ler, zero distrações pulando em forma de notificação na tela pra tirar o foco. E a velocidade da leitura é melhor. E eu me sinto muito bem em poder escolher os 10 que mais gostei, porque teve ano em que eu mal pude escolher 5.

Romances, fantasias, suspense, contos, poesias, clássicos, ficção científica... li de um tudo em 2020. E li muita coisa boa. E diferente das séries e dos filmes, aqui eu vou destacar o que realmente gostei em ordem de preferência.

O Peso do Pássaro Morto - Aline Bei
A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes - Suzanne Collins
Sol da Meia-Noite - Stephenie Meyer
Passarinha  - Kathryn Erskine
A Guerra dos Tronos - George R. R. Martin
Coração de Tinta - Cornelia Maria Funke
As 220 Mortes de Laura Lins - Rafael Weschenfelder
Caixa de Pandora - Gabriel Mascarenhas
Não Sol Mais Céu - Guilherme Oliveira
Malorie - Josh Malerman


Não vou resenhar todos esses livros, mas todos eles mereciam uma resenha completa - quem sabe um dia? - então por hora vou deixar algumas eventuais colocações sobre alguns deles.

O Peso do Pássaro Morto - Aline Bei:
Eu até hoje me pego pensando nessa história. Eu ainda lembro do Vento - aliás, eu nunca vou esquecer o Vento. Um livro curto nas quantidade de páginas e mas imenso em seu conteúdo. Acredito muito que o fato de me ver em muitos pontos da narrativa, faz com que essa história se torne pessoalmente impactante.

"Narra a história da vida de uma mulher, dos 8 aos 52, desde as singelezas cotidianas até as tragédias que persistem, uma geração após a outra. Um livro denso e leve, violento e poético. É assim "O peso do pássaro morto", romance de estreia de Aline Bei, onde acompanhamos uma mulher que, com todas as forças, tenta não coincidir apenas com a dor de que é feita.

A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes - Suzanne Collins
Esse livro foi um daqueles que eu não consegui largar até terminar. Em nenhum momento a narrativa é monótona ou arrastada. E não acreditem NUNCA em quem tentar te convencer que é uma história desnecessária, porque ela é muito importante. Muito além de mostrar a origem de Coriolanus Snow, essa história nos mostra a origem de muitas coisas que lemos/ vimos na trilogia original - como algumas canções. E serve também para despertar sentimentos diversos.

Sol da Meia-Noite - Stephenie Meyer
Esse foi muito aguardado, por anos. Mais de uma década depois, ele chegou. Eu queria há tempos reler a saga Twilight, então esse lançamento foi o empurrãozinho que faltava, eu reli - e arrastei a Carla junto - toda a saga em menos de 2 meses (4 livros originais + fanfic sobre lua de mel + A Breve Segunda Vida de Bree Tanner).

Serviu pra mostrar que eu de fato gosto muito desses livros e que não importa o quanto o Edward pareça/ seja tóxico eu o amo. Mas amo mais ainda a Alice. E serve também de frustração porque a história vista pelos olhos do Edward é muito mais legal do que pelos da Bella. Como a história é narrada pelo Edward temos mais detalhes da vida e da história da Família Cullen. Seria muito bom ter toda a saga na visão dele. Ainda podemos sonhar!

Passarinha  - Kathryn Erskine
Um livro que tem como protagonista uma menina autista, que nos mostra como uma história trágica conectam pessoas de formas diferentes e geram traumas diferentes para seus envolvidos. É uma história ficcional baseada em fatos reais, é a busca de um desfecho em um mundo que precisa ser preto e branco para ser seguro e confortável.

O livro lançado em 2010, mas sua história foi fruto da marcante tragédia ocorrida em 2007, o massacre de Virgínia Tech University.

As 220 Mortes de Laura Lins - Rafael Weschenfelder
Um conto nacional, muito gostoso e rápido de ler.
Como o nome diz a Laura morre 220 vezes. Parece angustiante saber disso, mas o livro nos mostra que uma pessoa pode morrer 220 vezes no mesmo dia de diferentes formas e nada irá mudar o destino dela. Será mesmo?

Caixa de Pandora - Gabriel Mascarenhas
A Caixa de Pandora é um conto sobre o amor de uma filha a seu pai, acima de qualquer motivo. Que mostra o poder de um segredo e da mentira em nossa sociedade. Um conto pequeno e com uma verdade super atual. Seria interessante uma versão expandida dessa história - essa ideia ainda permanece em minha mente. Li esse conto perto do Dia dos Pais e escrevi as linhas acima perto disso. Gabriel tem outros contos muito bons e eu não sei qual gosto mais, então escolhi o primeiro que li. E pra fechar ele é super gente boa!


Não Sol Mais Céu - Guilherme Oliveira
Li alguns livros de poesia em 2020, apenas dois nacionais, esse foi um deles. Esse em especial, me tocou porque eu senti muitas verdades pessoais nele. Algumas até despertaram lembranças que estavam guardadas no fundo do coração. Além de tudo o Guilherme é simpático e com opiniões bem parecidas com as minhas.

Malorie - Josh Malerman
Eu não achei que Caixa de Pássaros precisasse de uma continuação, mas como ela veio entrou imediatamente no meu radar e empurrou alguns livros da meta de leitura pra depois. Foi uma leitura rápida e boa. Foi bom reencontrar Malorie, Tom e Olympia. O caos com as criaturas continua? Essa é uma pergunta que tem uma resposta muito interessante ao final do livro. É um livro com boas revelações e até vingança! O que me irritou um pouco foi a excessiva preocupação da Malorie e a prepotência adolescente de Tom. Só espero, que essa tenha sido um final definitivo para essa história.
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Tag de séries é algo que surgiu no YouTube tem um tempo, mas como a jornalista que sou e não youtuber, o meu registro será feito em texto! Em resumo vou falar sobre uma série por pergunta. Tentarei não me alongar em nenhum dos tópicos e nem repetir - muitas - séries.

E já fica o aviso: se por acaso você aí não assistiu ainda a série mencionada, cuidado que pode levar spoiler.

Melhor série da vida: House MD
Eu amo por tantos motivos, que é difícil de explicar. O personagem do House é ao mesmo tempo insuportável e apaixonante, pelo menos pra mim. Eu tive um relacionamento de 7 anos (2012 - 2019) com House que recomecei em 2018, porque tinha assistido 3 temporadas inteiras e muitos episódios soltos das temporadas seguintes - incluindo o episódio final - mas ainda não havia finalizado porque a verdade é que no fundo eu nunca quis que a série acabasse pra mim. Ou seja assistir a série completa, com os episódios em sequência me fez fechar um ciclo, mas ela sempre será a minha série de segurança, meu local seguro, aquela que eu sempre vou parar pra ver. House me causa dependência. É um vício. Não faz sentindo amar tanto um personagem como o House, que tem um senso de justiça torto, é extremamente tóxico e muitas vezes machista. Mas pra mim um dos motivos que mais me faz amar a série é a trilha sonora (muito jazz e blues). Outro ponto forte é poder assistir aos episódios soltos sem perder muito do drama individual de cada personagem. E como disse o Wilson em um episódio da terceira temporada:

"Mesmo sendo estranho, estatisticamente,
o House é uma força positiva no Universo". 

Imagem: Fox Broadcasting Company
Um adendo para quem gosta de House: assistam Harrow! Daniel Harrow é um patologista florense genial que não mede esforços para descobrir a verdade sobre cada caso em que trabalha, esquece de todos os limites, mas é importante frisar que: ele nunca erra. O grande diferencial do Harrow para o House é que ele não é uma pessoa amarga. Harrow é maravilhosa!

Imagem: ABC iview
Série que todo mundo gosta menos eu: Friends
Quando Friends ainda era uma das séries em exibição no canal Sony, lá pelos idos dos anos 2000, meus primos amavam e queriam que eu assistisse porque "é muito bom", mas eu nunca achei isso. Assisti vários episódios soltos, ainda assisto mais alguns por aí. Não, eu não vou te odiar se você colocar Friends pra assistir e nem vou sair, eu apenas não consigo gostar da série. Mas eu te entendo o respeito. Sei quem são todos os personagens, sei o que acontece em algumas partes, mas não sei detalhes e eu não pretendo assistir a série completa.

Melhor figurino: GOT
Acho que nem precisa explicar muito. GOT foi uma série tão grandiosa - com um final questionável - em vários quesitos então obviamente o figurino tem que estar à altura. Todo figurino é lindíssimo, as locações são igualmente lindas e incríveis. Tá aí uma série que eu demorei 6 anos pra começar a ver mesmo sabendo que ia amar desde muito antes. Eu tomei todos os spoilers da série via Twitter durante todas as temporadas, mas eu acompanhei a duas últimas temporadas em dia.

"You know nothing, Jon Snow."

Série que foi cancelada e você quase morreu: Demolidor
Séries de heróis são meu ponto fraco. Esse é o estilo de série que mais gosto de ver. Quero assistir quase todas, tenho muitas na lista de espera. De todas elas, a que eu mais amo, sem sombra de dúvidas é Daredevil (Demolidor). Matt Murdock/ Demolidor é meu favorito porque ele é um humano com super sentidos e não superpoderes! É muito fácil amar o personagem desde o início. Sentir suas dores e suas conquistas. Foram 3 temporadas de amor com uma expectativa imensa de continuidade afinal: que foi a cena final com o Dex? Trouxeram nosso vilão a vida na série, nos apresentaram a vida dele para nada! Minha amiga me contou sobre o cancelamento na manhã do ocorrido, série que ela tinha desistido e eu fui lá e disse "não para, continua que depois do episódio 3 a coisa fica ótima". Quando a Ana Flávia me falou sobre o cancelamento da série eu só quis morrer. Eu ainda luto para acreditar nisso, toda vez que vejo Charlie, tenho vontade de chorar! Eu ainda não acredito que a "Netflix" teve a pachorra de cancelar a melhor, mais bem construída e amada série de heróis da franquia Marvel!  Essa é uma série que de fato criou um vácuo na minha vida com o cancelamento. Charlie Cox foi perfeito - e sempre será - como Demolidor. #savedaredevil

"Justice never stops."

Imagem: Promo Poster/ Netflix
Série que você fez as pessoas assistirem: Sharp Objects
A melhor série que vi em 2018. Foi a série que me fez perder o fôlego, ficar angustiada e eu não a tirava da cabeça! Sempre no aguardo do próximo episódio, de poder continuar lendo o livro! Eu li o livro enquanto assistia a série, mas eu não passava do ponto que a série mostrava. Eu unifiquei os conteúdos na mente, senti na pela as duas experiências simultaneamente e foi incrível! Mais incrível é como eu consegui me sentir na pele da Camille! Baita thriller dramático. Eu falei sobre esses sentimentos todos, sobre a série e o livro aqui, só clicar. Arrastei a Helga pra assistir. Essa foi a série que falei pra Ana Flávia, pra Emelly e pra todos os que pediam indicação de série assistirem.

Imagem: Entertainment Weekly - Anne Marie Fox/HBO
Série que todos deveriam assistir: Roadies
Pelo menos para quem gosta de música, eu acho essa série obrigatória. Mostra a vida dos roadies de uma banda de sucesso. Mostra muito bem como uma equipe se vira para superar os problemas internos ao mesmo tempo em que tem que provar que a banda é capaz de não trazer prejuízo para a gravadora e ainda lidar com os problemas dos rockstars. Uma temporada, 10 episódios.

Série que todos dizem que preciso assistir: Dexter
Essa tem uma lista ampla para escolha, mas eu vou escolher a que mais me falaram: Dexter. A Helga é um das pessoas desse time, ela AMA e sempre fala que eu preciso ver. Eu lembro de ter começado a ver o episódio piloto e não ter passado da abertura da série e eu não sei por qual motivo eu desisti dela antes mesmo de começar.

Não consegui parar de ver: Bodyguard
Comecei a ver na sexta-feira perto das 20h só fui dormir as 4h da manhã, mesmo com sono eu não conseguia parar de ver. A história é completinha, fechada em uma temporada e te prende de uma forma absurda! Sem contar que rever Richard Madden e em plenitude é delicioso. Escrevi sobre Bodyguard aqui.

Larguei sem pena: 13 Reasons Why
Assisti a primeira temporada com muito prazer. E por saber que a série é baseada em UM LIVRO de volume único com começo, meio e fim o que veio - ou vier - depois disso é pura baboseira para ganhar dinheiro. Além de eu ter levado um spoiler gigantesco sobre o episódio final da segunda temporada - o que me deixou bem puta. E também amigos que assistiram e se sentiram muito mal depois. Não preciso disso pra mim, então pra mim essa série acabou.

Personagem favorito: Matt Murdock
Porque eu amo o Daredevil e amo mais ainda o Charlie Cox. Simples assim.
O que eu mais poderia dizer eu já disse antes.

Imagem: ssironstrange
Personagem que gostaria de ser: Emily Thorne
Inteligente, linda e rica... Tem um melhor amigo que é leal e parceiro pra tudo na vida! Precisa de mais? Pra mim não, mas eu dispenso todas as complicações da vida que ela passou em busca de vingança.

Imagem: Justin Stephens/ Entertainment Weekly
Personagem com algo em comum: Jessica Jones
Não pelo poder dela, mas sim pelo humor. Sempre prefere ver as coisas pela pior perspectiva e quer que façam tudo conforme planejou. Além de ter um estilo pra roupa do qual eu compartilho fielmente: jeans, camiseta básica, jaqueta de couro preta e botas.

Protagonista que você não gosta, mas gosta da série: Seiya
Se parar pra pensar CDZ é de longe a série mais longa que já vi. E ainda tem bastante coisa pra assistir. Mas eu posso dizer com todas as letras que o Seiya é o personagem que eu acho bem chato ao longo de todas as temporadas e lutas. Porque não importa a fase ele sempre se acha superior a todo mundo. Ok, ele acaba demonstrando que é mesmo, mas precisa ficar gritando isso aos 4 cantos o tempo todo? Gosto muito mais do Ikki, que é um dos mais fortes desde o início, sabe disso e tem uma soberba muito mais controlada - e debochada.

Série que odiou o final: Lost
De todas as séries que assisti que foram finalizadas, eu não consigo pensar em um final pior que o de Lost. Eu amava a série, mas chegou uma hora que eu realmente não aguentava mais aquilo e aí acabou daquele jeito imbecil. Deveriam ter morrido todos na ilha. Além de ter sido confuso e cada um tem uma teoria sobre o que significa, o que aconteceu de fato. Foi a primeira série que eu vi completa e o final deixou muito a desejar. E não o final de GOT não foi pior que isso, eu não fiquei contente com mutas coisas na temporada final, mas passou longe de eu odiar o final.

Melhor ship: Haylijah
Elijah Mikaelson & Hayley Marshall - The Originals

O melhor casal que nem pode viver seu amor. O amor que era nítido desde o primeiro momento de cena desses dois, lá na primeira temporada da série, que parecia ser o melhor casal que teríamos na vida, mas que acabou tragicamente e extremamente dolorido. Essa é uma série que também deu uma pesada na alma quando foi anunciado o encerramento e a coisa só piorou com o anúncio do spin-off, que transformou a temporada final em algo muito triste e com eventos desnecessários. Hope Mikaelson: eu te odeio!

Imagem: Original Scaps
Pior série que assistiu: The Mist
Fui assistir porque afinal de contas é Stephen King. Já tinha lido por aí que é ruim, mas eu não queria acreditar. Eu não li o conto, mas tenho certeza que ele não tem furos no roteiro como na série,  a série flui rapidamente, mas falta coerência. Uma pena. Outra série baseada em King se perdeu no caminho e teve um final ruim: Under the dome. Por outro lado, o livro é ótimo.

Série guilty pleasure: Sweetbitter
Uma série desconhecida. Comecei a ver por acaso. Descobri que era baseada em um livro também por acaso. Historinha boba, que não acrescenta nada a vida, mas que eu assisto justamente por isso: por ser boba e relaxar a mente. A série/ livro conta a história da Tess, uma jovem recém formada que foi criada pelo pai depois que a mãe "morreu" e que tinha o sonho de viver em New York. Na série ela se muda pra cidade e consegue um emprego em um restaurante. A série/ livro é isso: a vida da Tess no trabalho e com os amigos/ inimigos que ela fez no restaurante no meio de muita bebida, sexo e drogas. Não tem nada além disso. Ahhhh e nesse caso: eu não gostei do livro, gosto mais da série.

Imagem: Starz - Sweetbitter
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Quando pensei em fazer esse post, estava terminando de assistir The Lost Canvas, mas desde lá já assisti Soul of Gold e estou acompanhando o mais recente spin off de Cavaleiros do Zodíaco, o lindíssimo Saintia Sho. Nesse momento me resta ver a série Ômega, que já sei que existem pontos positivos e negativos, então ainda estou considerando assistir.

Eu realmente me apaixonei pelas três séries que decidi falar aqui. Lembrando sempre que: eu não sou especialista e que apenas estou dando a minha opinião sobre o que eu vi e senti. E se não assistiu alguma das sagas: isso contém spoilers.

Todas as imagens desse post são reproduções dos respectivos animes e os direitos são todos de seus autores e distribuidoras. Nesse post foi utilizada a grafia dos nomes baseada na lista de personagens do site CavZodíaco.com.br. E também utilizei como referência esse artigo aqui do Legião dos Heróis para explicar melhor sobre Saintia Shô, mas sem ctrl + c/ ctrl + v.

Encontrou erro em alguma parte da história que eu contei? Deixa nos comentários 😉

Lost Canvas
No início fiquei me sentido perdida por ver personagens desconhecidos e até então nunca assistidos, com exceção de Dohko de Libra e Shion de Áries. Outra coisa que me deixou perdida foi o fato da história se passar cerca de 200 anos antes da história que conhecemos. Ela narra a Guerra Santa anterior a que é mostrada na saga original, a que deveria nos mostrar o que aconteceu com Dohko pra que ele se torne o Mestre Ancião.

O anime mostra que a história dos Cavaleiros de Zodíaco é cíclica e podemos ver os padrões acontecendo, tais como:

★ Pégaso ser o Cavaleiro de Bronze sempre mais próximo de Atena;
𝅺★ Gêmeos ter sempre gêmeos como Cavaleiros, um para cada face;
𝅺★ Aldebaran é o nome tradicional do Cavaleiro de Touro; quando são os protetores da armadura deixam seu nome de lado para servir aos propósitos de Atena;
★ Cavaleiro de Sagitário é sempre o responsável por cuidar da criança que é a reencarnação da Deusa Atena;
𝅺★ As personalidades dos Cavaleiros são sempre muito semelhantes entre as sagas.

Aqui temos, mais uma vez, jovens órfãos criados como irmãos que vivem em uma pequena vila, com outras crianças menores. São eles:

O valente e brigão Tenma, que se torna Cavaleiro de Pégaso;
O amoroso e bondoso Alone, que é o hospedeiro do Deus Hades;
A conciliadora Sasha, que é a reencarnação da Deusa Atena.
Tenma, Alone e Sasha
Tenma é descoberto por Dohko quando golpeia um amontoado de rochas que faria a vila que ele mora ser destruída pela água represada de um rio. Alone é descoberto por Pandora quando vai visitar uma igreja para conhecer uma pintura em busca do tom perfeito de vermelho. Sasha é descoberta por Sisyphos de Sagitário e levada ao Santuário ainda criança para ser protegida. O desenrolar mostrar o crescimento dos três personagens até a chegada da Guerra Santa.

Com a Guerra Santa, vemos os Cavaleiros de Ouro com plenitude. A lástima é que a série deveria ter ao menos mais uma temporada, porque foram apenas duas e não pudemos ver a finalização da Guerra Santa. Além de não termos visto efetivamente todos os Cavaleiros de Ouro, ele apareceram mas os que tiveram destaque foram os que de certa forma são os responsáveis pela condução da história, os outros Cavaleiros apareceram de vista, mas não como combatentes ou narradores de fatos.

Os Cavaleiros de Ouro são muito sábios. Todos sem nenhuma exceção demonstram muito mais sabedoria e poder. Alguns não tem nenhum traço do tradicional orgulho e desdém para os outros Cavaleiros. Conhecer a vida dos Cavaleiros, mesmo que seja superficialmente, demonstra qual é a base para a sabedoria e poder adquiridos.

Na primeira temporada temos Albafica de Peixes, que é um Cavaleiro extremamente poderoso e que em nenhum momento cita algo sobre sua beleza física, pelo contrário ele deixa claro que o corpo dele é temporário e o que importa é a sua alma, seu cosmo.

Uma coisa que me incomodou foi a dublagem do Manigold de Câncer, porque quem faz é o mesmo cara que faz as dublagens do ator Adam Slander. É estranho de ouvir e levar a sério, mas o Máscara da Morte é muito seguro de si e extremamente debochado, então depois de um tempinho dá para acostumar e fica realmente muito bom.

Thanatos, o Deus da Morte sempre duvida do potencial de todos os Cavaleiros, principalmente de Tenma que é um Cavaleiro de Bronze. Hypnos, por outro lado sempre acredita que os humanos podem surpreender.

Thanatos, Manigold e Hypnos
Os episódios não têm muita enrolação, fazem a história caminhar de forma mais objetiva. O anime tem traços mais modernos, tem imagens impressionantes de paisagens e com os personagens, nos prints abaixo vocês podem ver uma amostra. Para ampliar a imagem, basta clicar nelas.

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São duas temporadas, com 13 episódios cada uma sendo uma média de 24 minutos.

Soul of Gold
Uma temporada, 13 episódios com uma história que flui e se desenvolve rapidamente. O primeiro episódio foi confuso porque se nem Aiola entendia o motivo por estar vivo, imagina eu! Acho importante frisar que a história de Soul of Gold se passa no mesmo momento da história que as lutas finais entre os Cavaleiros de Bronze e os Deuses Hypnos e Thanatos durante a Saga de Hades original.

Achei maravilhoso poder ver finalmente todos os Cavaleiros de Ouro da era moderna reunidos e mostrando seu verdadeiro poder de luta e também - em alguns casos - suas redenções pessoais: Camus, nós te odiamos mais uma vez! E mais do que isso ver as famosas e poderosas armaduras divinas, que coisa mais linda!

Os Doze Cavaleiros de Ouro
Aqui temos os Cavaleiros de Ouro, tentando entender porque voltaram a vida após se sacrificarem para derrubar o Muro das Lamentações. Um a um, eles vão aparecendo e fazendo a sua parte. Eles voltam a vida em Asgard, onde temos Hilda em plena posse de sua sanidade mental. E a fofa, porém poderosíssima Lyfia. Os Cavaleiros descobrem que foram trazidos de volta a vida para acabar com mais uma ameaça a vida na Terra, mesmo que inicialmente ela pareça ser o início de uma vida próspera e com muito Sol em Asgard.

Lyfia e a armadura de Odin.
 O que impressiona é ver que toda a soberba da personalidade dos Cavaleiros foi esquecida. Vemos que eles são gratos por terem retornado a vida, terem tido mais uma chance. Não demora muito tempo para que eles descubram seu verdadeiro propósito, mas enquanto isso não acontece, podemos vê-los sendo apenas homens comuns, em sua maioria.

As imagens não são tão impressionantes como as de Lost Canvas, mas nos 3 episódios finais a saga tem um desenvolvimento bem superior ao todo o resto e consegue ter umas imagens belíssimas! Mais uma vez basta clicar para ampliar

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Saintia Shô:
"Seu dever como Saintia é agir como sombra de Atena. "

Saintia Shô é um spin off que nos apresenta a guarda pessoal da Deusa Atena. Alguém sabia da existência delas? Não, ainda mais que elas aparecem junto a Saori em passagens de eventos que nós conhecemos bem, como a Batalha das Doze Casas. As Saintias não precisam usar máscaras em seus rostos porque não são Amazonas tais como Marin, Shina e June, então elas possuem as armaduras de suas constelações regentes.

Só acho importante deixar claro que aqui não temos um remake, não é uma versão feminina da saga original! A história contada acontece paralelamente a fatos importantes da saga original, durante a Guerra Galática ou as batalhas das 12 Casas, por exemplo. Temos inclusive a interação das Saintias com as Amazonas, os Cavaleiros de Bronze e de Ouro.

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Em geral, eu a acho graficamente linda, mas tem aquele mesmo problema de mostrar baixa qualidade quando estão mostrando um plano geral e as vezes até quando estão muito perto. E a história que está em foco é a volta da Deusa Éris, que até hoje tinha sido contada por um filme. A única temporada lançada tem 10 episódios. Inclusive: a Netflix poderia ter utilizado esse tipo de referência para o  tal remake.

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Encerro esse post com algumas das imagens do intervalo do desse anime lindo.

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Quem sou


Tally Lima é curitibana; nascida em 26/02; jornalista pela Universidade Positivo; mãe coruja da princesa Lettys; rockeira por influência própria; leitora incondicional de qualquer gênero literário; viciada em séries; amante da boa música; amor incondicional por Backstreet Boys, Detonautas Roque Clube, Fresno e Jamie Cullum. Owner do blog Eu Sou Detonautas e moderadora da página Mario Camelo. Quer saber mais? Então clica aqui que tem uma versão mais completa sobre mim!

Email: tallyy@gmail.com

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