Detonautas Roque Clube - parte 4

Essa é última parte dessa história, seguem os links das outras partes:


Eu tenho muito a agradecer ao DRC! Muita coisa aconteceu em minha vida por conta deles e eu serei eternamente grata a essa banda por tudo que me trouxeram.

Há alguns dias eu estava conversando com um amigo e disse "eu não posso escolher entre o DRC e a Fresno, porque ambas me fizeram estar aqui hoje, se não fossem essas duas bandas, talvez hoje eu não estivesse aqui contando essas histórias e vivendo esses dias." Eu já ouvi por aí uma pessoa falar que "ela mudou de lado, não é mais fã do DRC, agora é só Fresno". Não, isso jamais aconteceu. Quem me conhece sabe que eu amo a Fresno (assim como Backstreet Boys) há anos. E esse tipo de coisa também me motivou a terminar de escrever o que eu já havia começado há algum tempo (anos, por sinal).

Mas entendam uma coisa: faço isso mais por mim, do que por qualquer outro motivo. Eu não preciso mais provar nada pra ninguém. Eu falo sobre o meu passado para reforçar e para que eu nunca me esqueça dele, de tudo que eu passei para ser quem eu sou e chegar até aqui.

O DRC me trouxe alegrias e tristezas; amor e ódio; amizades e inimizades; amigos e inimigos. Mas quem nunca passou por tudo isso?

Eu já passei por todos os sentimentos possíveis com essa banda. TODOS mesmo. Aprendi muito, vi muita coisa, conheci muita gente legal e algumas que não merecem nem ser lembradas.

Mesmo levando bolo detonaútico a gente era feliz. Mila, Andy, Mari, Gili e eu. Foto clichê e tremida, mas muito amada.
Porque a gente se reunia pra fazer muita coisa legal e não só pra ver DRC. Andy, eu Renata, Camila, Mila e Gili
Eu sou até hoje, odiada ou amada, por um detalhe da minha vida: a comunidade oficial do DRC no Orkut. Comunidade essa que não foi criada por mim, eu não faço ideia de quem a fundou. Sei que ela chegou a mim em meados de 2006, porque a Carol Folha me passou ela. E desde que eu a recebi eu disse: essa comunidade será minha até o fim. E assim foi. Conheci muita gente lá, gente que até hoje está em minha vida. A participação de fãs na gravação do DVD Acústico do DRC foi toda feita nela. E a inclusão de "Dia comum" nesse registro aconteceu devido aos pedidos que foram feitos lá. Quando o Orkut acabou, mais um pedaço meu foi arrancado e não foi legal, até porque o arquivo da comunidade do DRC está inacessível, algo deu errado.

Realizei sonhos com essa banda, dentre eles:
- conheci amigas de verdade, para a vida toda;
- fui ao Planeta Atlântida;
- fui ao Rock in Rio;
- fiz minha primeira tatuagem;
- consegui dois furos jornalísticos com a banda (Rock in Rio e capa de "A Saga Continua");
- tive meus relatórios de estágio obrigatório da faculdade assinados pelo Tico;
- conquistei meu espaço e hoje, mais que ídolos, eles são meus amigos!

Viajei muito pra ver a banda entre 2003 e início de 2005. Dei uma parada em 2005 por problemas de família e em 2006 muita coisa mudou. 2006, foi o ano que fiquei grávida e uns meses depois de descobrir minha gravidez, o chão se abriu e me engoliu. Depois do último show que vi em 2006, voltei a ver a banda somente em 2009.

Hotel, São Miguel do Oeste/ SC, com Andy e Val
Antes da gravação do DVD com Lucy e Gabi
Toda as viagens para ver DRC foram momentos alegres, exceto em uma única ocasião, que lembro até hoje do quanto eu estava perdida e do quanto um show pode ser doloroso e triste, sem nenhuma representação de amor. Era apenas uma forma de colocar a dor pra fora. Esse foi o segundo show do DRC sem o Netto. Essa noite foi uma mistura de sentimentos. Durante o show, lembro de vagar perdida no meio do publico e de ter sido encontrada pelo Ronaldo, que era diretor de palco da banda da época, ele me abraçou e me confortou, me levando de volta até as meninas! Eu estava literalmente perdida e sem rumo, Raiva, revolta, dor, amor, carinho... Mais que isso, eu estava entrando em um abismo, eu só caia e não achava o fundo.

Depois desse show em São Miguel do Oeste, eu fiquei quase 3 anos sem ver a banda em si, vi o Tico porque ele fez algumas ações em Curitiba nesse período. O meu retorno foi maravilhoso: a gravação do DVD Acústico da banda no Rio de Janeiro. Foram muitas coisas envolvidas nesse reencontro, muitas mesmo. Seria minha primeira vez no RJ, a primeira viagem de avião, a primeira viagem depois do nascimento da Letícia, o primeiro show depois que a feriada havia sido aberta. Foi fácil? Não, não foi. Doeu bastante, mas era necessário passar por aquilo, era necessário viver aquele momento para poder seguir em frente e conseguir aceitar que a perda do Netto era de verdade, para sempre.

E o que dizer da campanha para o PMMB de 2010?
Algo que eu fui instigada a tentar realizar e que ganhou uma proporção gigante, de uma forma que eu trabalhava nela o dia inteiro, todos os dias! Como eu aprendi naqueles dias! Como eu cresci naqueles dias! Fiz sozinha o trabalho de uma equipe inteira. O resultado só não foi melhor porque a gente saber que a banda nunca fez parte das panelas. Sobre o PMMB eu falei tudo nesse post aqui.

E as brigas pra defender o Tico? Acho que isso é algo bem recorrente, sério.
Muitas brigas, todas online, claro. Muito antes do foco nele ser suas opiniões políticas, das quais eu concordo com apenas uma parcela, lembro bem de duas ocasiões que trouxeram muitas discussões: a participação n'A Fazenda e a participação no Raimundos. Nessas duas épocas, era quase que sagrado comprar uma briga. Defendo o Tico até hoje, mas nas brigas políticas eu pouco me meto, porque essas são questões ideológicas profundas, das quais eu realmente não tenho embasamento suficiente para tal, mas quando a coisa vira pro lado pessoal é bem fácil eu me meter.

Tem dezenas de textos aqui no blog falando sobre a banda, o Tico e o Netto. Os marcadores estão ali na lateral, só olhar pra ver que é verdade. E se eu um dia eu achar que esqueci de alguma coisa, podem acreditar que teremos a parte 5 dessa história.

E eu sei bem que não preciso provar nada pra ninguém, eles sabem bem quem eu sou e eles sabem o quanto são importantes em meus dias. E quando digo eles, são todos eles mesmo: Tico, Renato, Fabinho, Macca, Cleston, Phil e Tchello, se quiser pode incluir até toda a equipe da banda. Quantas vezes eu já pensei em desistir de tudo e quando eu tava quase na saída, vem um deles e me pega pela mão pra me colocar de volta no caminho?

A vida é feita de momentos,
A vida é feita de histórias,
E eu, graças a Deus, tenho muitas!

Tenho muitas pra contar,
Tenho muitas à viver,
Tenho muitas a conquistar!

EU AMO VOCÊS!
Obrigada por tudo, porque de vocês eu só sinto orgulho!
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